publicado por adm | Domingo, 18 Abril , 2010, 00:52

O economista Rodrigo Ávlia, da Auditoria Cidadã da Dívida, alertou que o destino de grande parte da energia gerada pelas hidrelétricas no país tem sido debatido, inclusive por especialistas: "Cerca de 30% vão para empresas eletro-intensivas, que consomem grande quantidade de recursos naturais e costumam exportar commodities (celulose, alumínio etc.) de baixo conteúdo tecnológico", criticou, acrescentando que esse sistema "se aproveita" da chamada Lei Kandir.

"A lei foi aprovada em 1996 e isenta de ICMS a exportação de produtos básicos e semi-elaborados, sob a justificativa de garantir os dólares necessários para o pagamento dos compromissos com o exterior, como a dívida externa e a remessa de lucros das transnacionais."

Ávila lembrou que o BNDES deve financiar a Hidrelétrica de Belo Monte "à custa da emissão de títulos da dívida interna, que pagam os juros mais altos do mundo".

Pare ele, esse é mais um exemplo de uma dívida "odiosa", feita contra os interesses do povo: "O Programa Energia Alternativa Renovável, do governo federal, dispunha de quantia ínfima em 2009: pouco mais de R$ 3 milhões e o governo não gastou nenhum centavo ano passado."

Fonte:www.monitormercantil.com.br


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