publicado por adm | Terça-feira, 31 Agosto , 2010, 23:33

Existem muitos boatos e mentiras a respeito da reciclagem  de latas de alumínio. Circulam pela Internet, há alguns anos, mensagens com a suposta intenção de alertar a população sobre “o perigo” de se consumir bebidas em latas. Estas poderiam estar contaminadas por urina de ratos, provocando leptospirose.

 

A primeira onda de mensagens circulou nos Estados Unidos, sem identificação de autores ou personagens, e  no Brasil, ganharam uma nova versão na qual, para dar ares de credibilidade ao texto, aponta-se o doutor Fábio Olivares, do Centro de Biociências e Biotecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense como autor. A versão brasileira afirma existir uma pesquisa do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial) sobre o assunto e chega a sugerir que pessoas teriam contraído leptospirose e morrido, após consumir bebidas em lata.

 

Com o objetivo de esclarecer o público, a Associação Brasileira de Alumínio buscou a confirmação de cada uma das informações contidas nas mensagens. Com isso, obteve declarações por escrito tanto do doutor Fábio – em que nega a autoria do texto – quanto do chefe de gabinete da Presidência do Inmetro,Carlos Eduardo Vieira Camargo, garantindo que o instituto jamais realizou análise em latas de refrigerantes com a finalidade de medir níveis de vermes ou bactérias.

 

A ABAL também recebeu uma correspondência do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria da Saúde de São Paulo, que afirma não existir, em todos os casos de leptospirose registrados no Estado, nenhum que tenha sido provocado por ingestão de bebida em lata. O CVE também inseriu esse informe na página da Secretaria de Saúde Pública:www.cve.saude.sp.gov.br/htm/lepinforme.htm. As informações foram confirmadas em novo documento recebido em 20 de maio de 2004.

 

Diante da comprovada falsidade das informações divulgadas nas tais mensagens, a ABAL requereu, junto à Polícia Civil de São Paulo, a instauração de um inquérito policial a fim de apurar a ocorrência de crime de falsidade ideológica e outros crimes de fundo econômico ligados a esses boatos.

 

Por tudo isso, se você receber um e-mail alertando para o risco de se beber cervejas e refrigerantes em lata, use o bom senso antes de retransmiti-lo.

 

Tenha em mente que a indústria de latas, assim como os fabricantes de bebidas, respeitam padrões internacionais, além de normas próprias de produção, e garantem a qualidade e a integridade de seus produtos.

Portanto, a questão a respeito da qual se deve alertar a população é a da higiene no armazenamento e na manipulação dos produtos em geral e essa é uma preocupação que vale para todo e qualquer produto e/ou embalagem, e não apenas para as latas de bebidas. O caminho para se evitar problemas é um só: hábitos básicos de higiene.

fonte:blogwyda


publicado por adm | Quinta-feira, 06 Maio , 2010, 23:33

A Coca-Cola pretende ampliar seus negócios no Piauí, agora com a implantação de uma fábrica para produção de latas de alumínio. O projeto foi apresentado por executivos da Norsa, controladora da Coca-Cola no Nordeste, ao secretário da Fazenda do Estado, Silvano Alencar. A empresa deseja fazer parte do programa de incentivo fiscal para atividades inovadoras no Estado - como é o caso da produção de embalagens de alumínio.

O projeto representa um investimento inicial de R$ 20 milhões, conforme o planejamento desenvolvido pela Norsa. A fábrica de latas será instalada no polo da Coca-Cola no Piauí, na zona Norte de Teresina. A apresentação do projeto aconteceu em reunião na Secretaria da Fazenda do Estado, da qual também participaram o superintendente da Receita Estadual, Emílio Júnior, e o diretor da Unidade de Administração Tributária (Unatri), Paulo Roberto de Holanda.

Durante o encontro, também foram solicitados os benefícios fiscais e industriais para a implantação da indústria. “Para o Estado do Piauí, a vinda desta nova indústria produzirá novos empregos, diretos e indiretos, aumentará o consumo de bens como combustível, e representa maior poder aquisitivo para a população piauiense. A indústria trará grandes resultados para a nossa economia”, comenta o secretário da Fazenda, Silvano Alencar.

No Piauí, existe a lei 4859/96, que possibilita a concessão de incentivos fiscais, dispensa do pagamento do ICMS para as agroindústrias instaladas no Estado.

Com a possível instalação de uma nova indústria ligada à Coca-Cola, seu polo industrial ganhará novas dimensões no Estado, trazendo maiores benefícios econômicos.

O projeto passará por estudo na Comissão de Desenvolvimento Econômico (Coden), órgão da Secretaria da Fazenda, responsável pela análise e aprovação dos incentivos baseados no levantamento dos benefícios trazidos com a instalação da nova indústria.

fonte:www.tvcanal13.com.br


publicado por adm | Domingo, 18 Abril , 2010, 00:54

O Tribunal de Justiça de São Paulo disse não à terceira tentativa seguida do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) de derrubar a liminar que proíbe a entidade de veicular anúncio publicitário contra selos de alumínio em latas de cerveja. A decisão é da 4ª Câmara de Direito Privado que negou recurso (Agravo de Instrumento) patrocinado pelo Sindicerv. A turma julgadora ainda aplicou ao sindicato multa de 20% do valor da causa por considerar que a entidade está criando embaraços às decisões judiciais.

O fundamento da decisão da turma julgadora foi a de que não é atribuição do sindicato agir em defesa do consumidor e que o filme publicitário que pretende ressuscitar revela na verdade uma guerra pela concorrência no mercado de cervejas. “Por não competir à agravante [Sindicerv] informar o consumidor sobre a importância de higienizar a lata de cerveja previamente ao consumo, não há razão para seja veiculada contrapropaganda para tal fim”, afirmou o relator do recurso, desembargador Natan Zelinschi.

O relator considerou “lastimável” o comportamento do sindicato que, a seu ver, busca a qualquer custo antecipação de tutela que foi rejeitada contra os objetivos da entidade. Zelinschi entendeu que os reiterados pedidos feitos pela entidade, usando de “subterfúgios”, é conduta que não pode ser caracterizada como exercício regular de direito, mas afronta ao exercício da jurisdição.

O alvo do Sindicerv é uma liminar da juíza Adriana Sachisda Garcia, da 34ª Vara Cível de São Paulo, que autorizou a suspensão da contrapropaganda da entidade, sob pena de multa. A juíza fundamentou sua decisão no argumento de que a veiculação dos dados do anúncio publicitário caracteriza concorrência desleal, “produzindo danos à credibilidade e à imagem da autora [Cervejaria Petrópolis] e de seus produtos, com evidente reflexo de ordem patrimonial”.

Para a magistrada, a campanha do Sindicerv parece mais voltada para a distribuição do mercado de cervejas do que para a preservação da saúde dos consumidores. A entidade é formada por seis associados: Ambev, Cerpa, Femsa, Wals, Opa e Bierland.

No recurso apresentado ao tribunal, o sindicato sustentou que desta vez haveria fatos novos que justificariam a antecipação de tutela. Esses fatos seriam a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra os responsáveis pelas marcas Itaipava e Cristal e a multa aplicada pelo Procon contra as duas cervejarias. Diz ainda que a propaganda usada pelas duas concorrentes é enganosa e que a liminar em vigor constitui verdadeiro convite a que o consumidor deixe de higienizar a lata de cerveja.

O Grupo Schincariol e a Cervejaria Petrópolis contestam. Eles afirmam que a denúncia foi oferecida pelo Sindicerv com evidente propósito de concorrência no mercado e não de saúde pública.

Em agosto do ano passado, as cervejarias Petrópolis e Schincariol foram multadas pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do Estado de São Paulo em R$ 610.986,67 cada uma. O motivo seria propaganda enganosa e publicidade abusiva. As empresas foram autuadas, segundo o Procon, por induzirem o consumidor ao erro ao divulgar em seus comerciais que os selos de proteção que as cervejarias usam nas latas de 350 ml garantem mais higiene e qualidade ao produto.

 

Decisão anterior
O anúncio publicitário do Sindicerv tratava da higiene das latas de cerveja e foi feito em tom de campanha educativa. Em 2008, a mesma 4ª Câmara entendeu que a contrapropaganda poderia induzir o consumidor a não comprar a marca de cerveja (na época, Itaipava), que usava o selo protetor, e prejudicar o produto fabricado pela Cervejaria Petrópolis.

“A propaganda, em tese, pode acabar por transmitir ao consumidor orientação contrária à compra do produto da Cervejaria Petrópolis, principalmente quando parece omitir que, com selo de proteção ou sem ele, embalagem alguma, qualquer que seja seu fabricante, assegura ao consumidor uma ingestão livre de contaminações”, afirmou na época o relator do recurso, desembargdor Jacobina Rabello. O relator foi seguido pelos desembargadores Ênio Zuliani e Maia da Cunha.

O entendimento era o de que o alvo da campanha publicitária era a cerveja Itaipava. A propaganda dizia que havia perigo de contaminação e que o selo de proteção no lugar de proteger o consumidor poderia favorecer a cultura de bactérias. Insatisfeita com o comercial, a Cervejaria Petrópolis, produtora da Itaipava, entrou com ação na Justiça paulista.

Fonte:www.conjur.com.br


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