publicado por adm | Domingo, 18 Abril , 2010, 00:55

O níquel e o alumínio atingiram seu mais altos patamares desde 2008 e a maioria dos outros metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) também subiu, diante dos ganhos registrados pelas bolsas e dos dados econômicos positivos. Segundo os traders, os fundos de investimentos continuam a aplicar em metais e seu forte poder de compra está desencorajando os participantes a assumirem posições vendidas. A maior parte das vendas é proveniente da liquidação de posições compradas.

No encerramento da rodada livre de negócios (kerb) da tarde da LME, o contrato do níquel para três meses superou a barreira técnica dos US$ 26.000 por tonelada e subiu US$ 895,00, ou 3,51%, para US$ 26.395,00 por tonelada - US$ 5,00 abaixo da máxima intraday e do maior preço desde maio de 2008. Os estoques do metal na LME declinaram pelo quinto dia consecutivo e estão no patamar mais baixo desde dezembro de 2009.

O Standard Bank afirmou que a queda dos estoques está proporcionando algum suporte para o rali do níquel, embora a alta seja conduzida principalmente pelo fato de os investidores estarem baseando suas compras em fatores técnicos. Analistas acreditam que os preços do metal continuarão subindo no curto prazo antes de recuarem acentuadamente devido a aumentos na produção, visto que a valorização do níquel está estimulando as mineradoras a retomar as operações de minas desativadas durante a crise financeira.

A mineradora chinesa Minerals and Metals Group disse que está trabalhando na reabertura de sua mina de níquel Avebury na Austrália. A mina foi colocada em estado de manutenção em dezembro de 2008, quando os preços correspondiam a menos da metade dos valores atuais.

O alumínio atingiu seu valor mais alto desde outubro de 2008, de US$ 2.471,00 por tonelada, impulsionado pelo anúncio da companhia russa Rusal - maior produtora mundial do metal - de que está considerando lançar um fundo de alumínio com cotas negociáveis em bolsa (exchange-traded fund - ETF), afirmou um trader de Londres. O metal encerrou o pregão de Londres em alta de US$ 27,00, a US$ 2.462,00 por tonelada.

Entre os demais metais básicos, o preço do contrato do cobre para três meses negociado na LME aumentou US$ 50,00 e fechou a US$ 7.950,00 por tonelada; o do chumbo subiu US$ 4,00 e fechou a US$ 2.360,00 por tonelada; o do zinco avançou US$ 69,00 e fechou a US$ 2.458,00 por tonelada; o do alumínio subiu US$ 27,00 e fechou a US$ 2.462,00 por tonelada; o do estanho avançou US$ 235,00 e fechou a US$ 18.845,00 por tonelada.

O cobre não conseguiu quebrar a resistência ao redor dos US$ 8.000,00 por tonelada, afirmaram os traders. Os dados econômicos da China, previstos para serem divulgados na noite desta quarta-feira, poderão desencadear uma mudança acentuada dos preços.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros do cobre encerraram em leve alta, mas foram comercializados dentro de uma faixa estreita ao longo do dia, uma vez que os traders aguardam o surgimento de uma demanda física que continue a impulsionar o mercado. Recentemente, os preços do metal apresentaram um tom mais firme devido ao otimismo sobre a economia. Os contratos do cobre para maio - os mais líquidos - avançaram US$ 0,0100 (0,28%), para US$ 3,6105 por libra-peso.

Entre os metais preciosos, os contratos futuros do ouro fecham em alta na Comex, uma vez que o sentimento positivo sobre a economia aumentou a tolerância dos investidores por ativos considerados mais arriscados. A fraqueza do dólar, que é visto como um ativo seguro, também ajudou o metal. Os contratos do ouro para junho - os mais líquidos - subiram US$ 6,20 (0,54%) e fecharam a US$ 1.159,60 por Onça-troy. As informações são da Dow Jones.

Fonte:http://economia.estadao.com.br


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